
A Academia Goianiense de Letras (com sigla AGnL) é a instituição literária e linguística da cidade brasileira de Goiânia, capital do Estado de Goiás. Foi fundada em 30 de janeiro de 2005, sendo o fundador e o primeiro presidente Emídio Silva Falcão Brasileiro, e conta, seguindo o modelo das demais academias literárias, com 40 Membros Titulares ou efetivos e 100 Membros Correspondentes domiciliados no Estado de Goiás, no Brasil e no exterior. Tem por objetivos maiores a preservação da memória e da escrita de seus Patronos e Imortais, a divulgação e preservação da cultura e das letras da cidade de Goiânia e do Estado de Goiás.
Síntese Histórica
Goiânia teve, antes da criação efetiva da AGnL, uma entidade inicialmente proposta com tal nome em meados da década de 70, idealizada por alguns estudantes de Direito residentes da cidade de Anápolis-GO. A agremiação não chegou a ser registrada e a iniciativa não prosperou até que o escritor Emídio Silva Falcão Brasileiro retomou a ideia e organizou a entidade, reunindo 40 escritores da cidade de Goiânia. A solenidade de posse dos Membros Fundadores da Academia ocorreu na Câmara Municipal de Goiânia, em 6 de novembro de 2006, reunindo as mais destacadas autoridades culturais e políticas da capital e do Estado de Goiás, fato que marcou oficialmente o início das atividades da Instituição.
Emídio Brasileiro, sendo o fundador e o primeiro presidente da Academia Goianiense de Letras, exerceu seu mandato entre 2005 e 2007. Sua atuação foi decisiva para a criação da Instituição, estabelecendo seus princípios, sua estrutura administrativa e sua missão de promover a literatura, a cultura e o desenvolvimento intelectual e Goiânia e de Goiás. Diversos autores, de variados estilos literários e segmentos culturais, integraram o quadro da AGnL. Seu legado permanece como marco inaugural que consolidou a história da Academia e da cultura goianiense. Ele assevera que a ideia da Academia nasceu de seu profundo amor que nutre por Goiânia, por seu povo e por sua esposa, a goiana Marislei Espíndula Brasileiro, que também atuou significativamente para a fundação da Academia Goianiense de Letras. AGnL recebeu o apoio decisivo da Academia Aparecidense de Letras.
Também a nova Instituição contou com o apoio fundamental da Academia Goiana de Letras (AGL) por intermédio de seus membros, alguns dos quais integraram a AGnL: Aidenor Aires, Bariani Ortêncio, Geraldo Coelho Vaz, Hélio Rocha, José Mendonça Teles e Mário Ribeiro Martins, o qual confirmou e apresentou documentos que comprovaram a respeito do projeto inicial dos estudantes de Direito de Anápolis. Os demais membros da AGL também deram significativo apoio à nova Instituição cultural. Ao longo de sua trajetória, a AGnL também contou com o apoio institucional da União Brasileira de Escritores – Seção Goiás (UBE-Goiás), da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (AFLAG), do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG) e de diversas organizações governamentais e não governamentais dedicadas à promoção da cultura goianiense e da cultura goiana. Durante sua gestão, foi criado o Site Institucional da AGnL, que, ao longo de 21 anos, permaneceu em constante atualização graças ao trabalho voluntário do acadêmico Luiz Alberto Coelho Pimentel. A iniciativa conferiu identidade cultural à Academia, fortalecendo sua memória institucional e ampliando a divulgação de suas atividades.
A presidência foi posteriormente exercida pelo acadêmico Osmar Pires Martins Júnior. Como segundo presidente da Academia Goianiense de Letras, de 2007 a 2009, impulsionou as primeiras atividades culturais da AGnL. Por meio de reuniões, projetos e eventos literários, consolidou a presença da Instituição na vida cultural de Goiânia.
Em seguida, sob a presidência da acadêmica Maria Luíza Ribeiro (2010-2016), a terceira gestão marcou uma fase de consolidação institucional. A AGnL passou a ser reconhecida como ponto de cultura, participou ativamente de projetos e eventos municipais e estaduais, e ganhou destaque no cenário cultural goiano. Durante sua gestão, adquiriu bandeiras e promoveu publicações literárias por meio de Projeto Goiânia Prosa e Verso, uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura, a Editora Kelps e PUC Goiás. As reuniões, que antes eram realizadas no Salão de Festas do Edifício Capitólio, localizado no Setor Bueno, onde residia Emídio Brasileiro, passaram a ocorrer em uma sala comercial alugada no Edifício Itamaraty, no Centro de Goiânia, o que fortaleceu a identidade da AGnL.
Em 2017, a presidência passou ao acadêmico Aidenor Aires Pereira (2017-2023). Sua gestão foi marcada pela criação de projetos, como cursos de letramento voltados a catadores de materiais recicláveis, incentivando a produção de crônicas, poemas e contos, além da publicação da revista da Academia. Ele deu continuidade à trajetória de crescimento da AGnL, promovendo eventos e ações culturais que ampliaram sua visibilidade. Por sua intermediação, a AGnL firmou parceria com a Academia Goiana de Letras, presidida por Ubirajara Galli, passando a realizar seus encontros mensais na Casa Altamiro de Moura Pacheco, pertencente à Instituição irmã. Ademais, durante sua gestão, o Estatuto foi atualizado, a logomarca da Academia foi concebida com elegância e refinamento artístico, e os patronos das cadeiras dos Membros Titulares e dos Membros Correspondentes foram redefinidos, assegurando que todos fossem autores goianos ou personalidades de reconhecida vinculação à cultura goiana.
No ano de 2024, sendo vice-presidente da AGnL, a acadêmica Marislei de Sousa Espíndula Brasileiro assumiu a presidência por ocasião da eleição e posse de Aidenor Aires para presidência da Academia Goiana de Letras. Em 2025, foi eleita presidente da AGnL, priorizando a aproximação entre a literatura e públicos historicamente excluídos, além de lançamentos coletivos de livros, saraus, eventos e projetos que valorizam os patronos e acadêmicos falecidos. Durante a sua gestão foi adquirida a sede administrativa, o Certificado do Ponto de Cultura, foram aprovados projetos pela PNAB (municipal e estadual), além deste novo site institucional www.academiagoianiense.org.br e das pelerines acadêmicas. Para a aquisição da sede administrativa, a AGnL contou com os apoios decisivos do Tribunal Regional Eleitoral por intermédio do seu então presidente e acadêmico, o Desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga, dos seus Presidentes de Honra da AGnL, o Dr. Aidenor Aires Pereira e o Dr. Emídio Silva Falcão Brasileiro.
Em respeito ao desejo do amado e saudoso acadêmico Bariani Ortêncio e com a anuência de seus familiares, as reuniões mensais da AGnL passaram a ser realizadas em sua residência, preservando um ambiente de convivência intelectual e literária. A Academia continuou a contar com o permanente apoio da AGL e do IHGG na realização de seus eventos culturais.
Descrição da Logomarca da Academia Goianiense de Letras
A logomarca da Academia Goianiense de Letras compõe-se de vários signos gráficos, a saber:
Círculo azul: contornado pelas inscrições em letras brancas ACADEMIA DE LETRAS DE GOIÂNIA, na parte superior; a divisa latina ARS LITERARUM AD IMMORTALITATEM, na parte inferior.
Compreendido no círculo, estende-se o campo de transição verde/azul, onde repousa, ao centro, um triângulo em tons de azul; uma abóbada curvada; ao fundo, o traçado da planta original de Goiânia e as duas penas brancas nas laterais. Esses elementos são encerrados, na parte inferior, pela data 2005, ano de fundação da Academia.
Laureando essas figuras simbólicas, guarnecem o lado esquerdo ramos de milho com suas canas, espigas e pendões em verde e amarelo; à direita, curvando-se em um projetado abraço e reverência, um ramo áureo de flor de ipê.
Embora estruturada em signos simples e de fácil leitura, a logomarca da Academia de Letras de Goiânia revela significados ricos em tradições e cultura do povo goianiense. Reúne traços da história e das tradições econômicas e culturais, associados ao compromisso com o desenvolvimento e a modernidade, na expressão futurista de nossa gente e de nossa cidade.
Significados das cores no símbolo da Academia
Azul — Expressão farta de nosso céu, denotando espiritualidade e razão, as duas asas que têm conduzido a origem, a história e o desenvolvimento de Goiânia.
Verde — Vida, fertilidade e natureza, onde se inscrevem as lavouras, as pastagens e os mananciais.
Amarelo — Nosso sol radiante, luz, brilho espiritual, riqueza e juventude.
Branco — Invoca a pureza, o saber, a ética e a verdade.
Significado das formas na logomarca
Ao fundo da construção circular, vê-se o traçado da planta original de Goiânia, numa homenagem à memória das origens de nossa cidade.
O círculo — Forma gravada no inconsciente humano, indica evolução, permanência do movimento e campo de encontro dos limites da vida e da morte.
O triângulo — Desenhando momento importante da criatividade arquitetônica, aponta para a inteligência, a espiritualidade, a projeção para o futuro e a superação do plano horizontal terreno, expresso aqui na releitura da forma piramidal futurista de Oscar Niemeyer.
A abóbada — A abóbada curvada contrapõe-se em interação gráfica com o triângulo, colhendo as emanações da terra, do mundo plano a ser por ele projetado para o alto das mais claras utopias da arte pelos goianienses.
As duas penas laterais — No círculo externo, remetem à tradição escrita, ao trabalho intelectual e à emanação do gesto humano no solitário ato da criação.
O milho — Completo em sua estrutura — haste, pendões e espigas —, reconstrói o próprio ciclo da vida: nascimento, vida e morte, replicando, na glória das sementes, a permanência, a continuidade e a imortalidade da natureza. Remete à fartura, ao arrimo, à manutenção e ao sustento dos animais e dos homens.
Flor do ipê — Glória do Cerrado, com sua taça áurea composta de breves flores amarelas, remete ao sol, à luz, à inteligência, ao brilho das mentes e, sobretudo, à poesia imanente nas criações literárias e artísticas. Abrindo-se em abraço para o milho, também de glorioso amarelo, denota o encontro luminoso entre o corpo e o espírito, o pão e o saber, a força e a sensibilidade.
Divisa em latim
ARS LITERARUM AD IMMORTALITATEM
(Arte das letras para a imortalidade)
A divisa remete às origens da cultura ocidental e à sacralidade que sempre adornou as criações literárias, reconhecidas como testemunho da imortalidade da inteligência e das produções humanas através do tempo.
Aidenor Aires Presidente (2017-2023)

Membros Titulares
Suas 40 Cadeiras possuem os seguintes Patronos e Acadêmicos (as) atuais:
CLIQUE nos nomes para acessar os perfis dos patronos e dos ocupantes das cadeiras.
OBSERVAÇÃO: No item ACADÊMICOS e subitem “Relação dos Patronos e Membros Titulares”, CLIQUE nos nomes para acessar os perfis dos patronos(as) e dos ocupantes anteriores e atuais das cadeiras.
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