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Manoel A Álvares de Azevedo

Manoel A Álvares de Azevedo

Cadeira:9

Titular:Roberto W. Torres de Meneses

Status:

PATRONO DA CADEIRA 09-ÁLVARES DE AZEVEDO (MANUEL ANTÔNIO ALVARES DE AZEVEDO), de São Paulo, Capital, 12.09.1831, escreveu, entre outros, LIRA DOS VINTE ANOS(Poesia-Edição póstuma-1853), sem dados biográficos completos e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via texto editado. 
Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou. 
Em 1833, com dois anos de idade, mudou-se com os pais, para o Rio de Janeiro. Em 1840, com 9 anos, matriculou-se no Colégio Stoll, do Rio de Janeiro. Em 1844, com 13 anos de idade, retornou a São Paulo em companhia de seu tio, mas não se deu bem. Em 1845, voltou novamente ao Rio de Janeiro, matriculando-se no Colégio Dom Pedro II, como aluno interno. 
Em 1848, com 17 anos, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, onde fundou a Revista Mensal da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano, mas não concluiu o curso, tendo desistido no 4º ano. 
Entre seus contemporâneos, encontravam-se José Bonifácio (o Moço), Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães. Com eles constituiu uma República de Estudantes na Chácara dos Ingleses. Era de pouca vitalidade e de compleição delicada. O desconforto da “república” e o esforço intelectual minaram-lhe a saúde. 
Nas férias de 1851-52 sofreu uma queda de cavalo, que complicou ainda mais a sua tuberculose. A operação a que se submeteu não fez efeito. 
Faleceu no Rio de Janeiro, às 17 horas do dia 25.04.1852, domingo da Ressurreição, com 21 anos de idade. 
Como quem anunciasse a própria morte, no mês anterior escrevera a última poesia sob o título “Se eu morresse amanhã”, que foi lida, no dia do seu enterro, por Joaquim Manuel de Macedo. 
Entre 1848 e 1851, publicou alguns poemas, artigos e discursos. Depois da sua morte surgiram as Poesias (1853 e 1855), a cujas edições sucessivas se foram juntando outros escritos, alguns dos quais publicados antes em separado. 
As obras completas compreendem: LIRA DOS VINTE ANOS(1853), POESIAS DIVERSAS(1855), O POEMA DO FRADE(1890), O CONDE LOPO(1886), MACÁRIO(TEATRO-1941), A NOITE NA TAVERNA(CONTOS-1878), além de artigos, discursos e 69 cartas. 
Patrono da Cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras, por escolha de Coelho Neto. Sua Cadeira 2, na Academia Brasileira de Letras tem como Patrono(ele mesmo Álvares de Azevedo), Fundador Coelho Neto, sendo também ocupada por João Neves da Fontoura, Guimarães Rosa, Mario Palmério e Tarcisio Padilha. 
Muito bem analisado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001. 
Muito bem estudado no DICIONÁRIO DE AUTORES PAULISTAS(1954), de Luis Correia de Melo. 
Apesar de sua importância, não é estudado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc. 
Na Academia Goianiense de Letras é o Patrono da Cadeira 09, tendo como Titular Roberto W. Torres de Menezes. 
É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br 

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